Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás

CLIPPING SINDHOESG 13/03/25

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Pilares para alcançar resultados e lucros sustentáveis em operadoras de saúde

Empresas pedem a Trump acesso ao mercado de saúde, teles e etanol do Brasil

Polícia prende proprietários de clínica estética de luxo em Goiânia

UFG impulsiona pesquisa em terapia celular para saúde dos olhos em Goiânia

Médico morre após carro bater contra árvore e pegar fogo

Maternidades de Goiânia enfrentam atraso no pagamento de salários e benefícios

MEDICINA S/A

Pilares para alcançar resultados e lucros sustentáveis em operadoras de saúde

Como a Unimed Criciúma cresceu mais de 70% em cinco anos, aliando a atenção aos beneficiários à eficiência operacional

Nos últimos cinco anos, a Unimed Criciúma tem se destacado pelo crescimento em número de beneficiários, estrutura e resultados operacionais. A cooperativa é líder em Santa Catarina e figura entre as melhores do Brasil no setor, segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), graças a um modelo de gestão eficiente que alia a qualidade nos serviços prestados à excelência operacional.

Um dos aspectos mais relevantes que explicam esse crescimento é a capacidade da empresa de expandir suas operações em um curto período de tempo, mantendo resultados operacionais e líquidos bem acima da média das operadoras de saúde.

Leandro Avany Nunes, presidente do Grupo Unimed Criciúma, explica que a cooperativa ampliou o seu compromisso com a remuneração justa dos cooperados sem comprometer a perpetuidade do negócio. Assim, o valor da consulta médica é o maior praticado entre as cooperativas médicas do Brasil.

Em 2019, a Unimed Criciúma tinha cerca de 500 colaboradores, um hospital de 60 leitos, um faturamento de R$ 277 milhões e uma margem de resultado líquido inferior a 3%. Já em 2024, a cooperativa cresceu exponencialmente, com mais de 1.600 colaboradores, três hospitais, duas redes de laboratórios, faturamento de R$ 800 milhões e margem líquida superior a 13%.

Ela também evoluiu significativamente nos resultados operacionais. Em 2019, ocupava a 50ª posição no ranking das cooperativas médico-hospitalares; em 2023, alcançou o 7º lugar no Brasil. Também foi destaque em Santa Catarina, ficando em 2º lugar em margem de lucro líquida e liderando em resultado operacional nos últimos três anos.

Como a Unimed Criciúma alcançou esses resultados?

A chave para todo esse sucesso reside na implementação e no fortalecimento de um modelo de gestão baseado em cinco pilares estratégicos:

controle de despesas

gestão de sinistralidade

beneficiários

expansão de negócios

inovação

De acordo com Peter F. Drucker, “lucros são o que o oxigênio, a comida, a água e o sangue representam para o corpo. É uma condição para a existência, mas não é o objetivo em si”. Dessa forma, esses pilares representam os elementos que orientam as ações da cooperativa na busca por resultados consistentes e sustentáveis, sempre priorizando a agregação de valor para os beneficiários e cooperados.

1 ° pilar: controle de despesas

O controle de despesas é fundamental para uma gestão eficiente na operadora de saúde, com foco em fazer mais com menos. Estima-se que 20% dos funcionários em cada setor sejam desnecessários, sendo fundamental realizar demissões, conforme a visão de Steve Jobs: “Se você nunca demite alguém, nunca terá uma empresa exemplar”. Isso reforça a importância de manter apenas os profissionais alinhados aos objetivos da empresa, garantindo um time mais eficiente e focado. Há uma citação de Luca Pacioli que complementa tal visão: “Elimine todos os administradores ou juntos dispensaremos a administração”. Isso sugere que a redução de excessos administrativos pode ser essencial para um modelo de gestão mais ágil e eficaz.

Outros aspectos importantes para uma gestão eficiente incluem as negociações constantes de valores de materiais, medicamentos, contratos e OPME (órteses, próteses e materiais especiais). Um exemplo prático disso é o processo de validação de todas as despesas antes do pagamento, realizado diretamente por um diretor. Por exemplo: na compra de um item simples, como manteiga, é possível substituir o produto por uma marca de melhor qualidade e menor preço, gerando economia imediata. No livro Dobre Seus Lucros, Bob Fifer afirma que todas as despesas podem ser reduzidas, sugerindo uma abordagem direta: “assine você mesmo todos os cheques”.

Outra estratégia simples e eficaz para reduzir custos é enviar uma carta a todos os fornecedores solicitando um desconto de 20% nos contratos. Surpreendentemente, mais de 90% aceitarão sem questionar, resultando em uma economia significativa ao longo do ano. Esses são apenas alguns exemplos práticos de um trabalho mais amplo que vem sendo realizado no controle de despesas, tema que será detalhado em outro artigo.

2° pilar: gestão de sinistralidade

A gestão de sinistralidade é um dos maiores desafios para as operadoras de saúde, exigindo inovação e estratégias eficazes, já que muitos procedimentos e consultas, de 20 a 40%, podem ser desnecessários. Para mitigar esse problema, é fundamental a adoção de uma controladoria bem estruturada, com medidas como alertas para médicos sobre exames solicitados, comparações de desempenho online, visitas de médicos controladores e pagamento por desempenho.

Além disso, também podem ser adotadas práticas como a avaliação rigorosa de exames, análise de resultados de laboratórios próprios, reuniões frequentes para discutir desempenho e acompanhamento de pacientes em uso de imunobiológicos.

Na Unimed Criciúma, a perícia e a auditoria de todos os pacientes são vistas como fundamentais para evitar o que é conhecido como “plano de doença”, em vez de um verdadeiro plano de saúde. A inovação em novos produtos e a utilização rigorosa de coparticipação também são ações-chave para o sucesso dessa gestão.

Hospital Unimed Criciúma

3° pilar: beneficiários

O crescimento do número de beneficiários é vital para a sustentabilidade das operadoras de saúde, sendo essencial aumentar o número de vidas atendidas sem comprometer a qualidade. Para isso, as vendas devem ser qualificadas, com uma equipe comercial alinhada à direção.

A Unimed Criciúma, por exemplo, realiza seis pregões de vendas anuais e lança quatro novos produtos a cada ano. O crescimento também depende de ações contínuas, como o gerenciamento de beneficiários excluídos, o tratamento de inadimplentes, a aquisição de novos beneficiários e o desenvolvimento de novos produtos para o mercado.

Com processos bem definidos e metas claras, a cooperativa aumentou em 34% o número de beneficiários, passando de cerca de 64 mil em 2019 para mais de 84 mil em 2024. Esse crescimento foi acompanhado de melhorias nos serviços, refletidas em um índice de aprovação dos clientes superior a 80% nos últimos cinco anos. Além disso, a Unimed investe 0,7% de seu faturamento em marketing, acreditando que é essencial para o fortalecimento da marca e seu crescimento no mercado.

4º pilar: expansão de negócios

A diversificação de negócios é essencial para o crescimento e a sustentabilidade de uma operadora de saúde, pois a dependência exclusiva de planos de saúde pode torná-la vulnerável. Ter serviços hospitalares próprios, por exemplo, tornou-se uma condição fundamental para alcançar bons resultados.

Nos últimos cinco anos, a Unimed Criciúma investiu significativamente em várias áreas, como a ampliação do Hospital Unimed Criciúma (HUC), que dobrou sua capacidade, e a aquisição de duas grandes empresas: o Hospital São João Batista e o Laboratório Búrigo. A cooperativa também investiu na construção de um hospital em Araranguá e na criação de novos negócios, como a clínica Evoloo, a farmácia Unifarma (com faturamento anual de R$ 12 milhões), uma distribuidora de materiais e medicamentos, e lançou um plano de benefícios totalmente digital, o Unidigital. A busca por novas fontes de receita fortalece a operadora, agregando lucro e melhorando a remuneração dos cooperados.

Da esquerda para a direita: Hospital São João Batista, Hospital Araranguá e Unifarma

5º pilar: estímulo à inovação

Há quatro anos, a Unimed Criciúma criou o Centro de Inovação, com um grupo dedicado a desenvolver soluções criativas para os desafios da operadora. Desde então, o centro implementou 120 projetos inovadores, incluindo o lançamento do aplicativo próprio com a modalidade “Consulta Já”, que permite o agendamento de consultas de forma prática, similar ao modelo Uber.

A operadora também se mantém ativa no relacionamento com o seu ecossistema de inovação. Nos últimos anos, a empresa estabeleceu parcerias com centros renomados como Zlabs, Unimed LAB e DAO Global HealthTechs.

Pilares desenvolvidos pelo presidente do Grupo Unimed Criciúma

O sucesso da cooperativa nos últimos cinco anos é atribuído em grande parte à liderança de Leandro Avany Nunes, presidente do Grupo Unimed Criciúma desde 2019. Médico de destaque, ele possui uma sólida carreira e, antes de assumir a presidência, atuou como diretor administrativo do Hospital Unimed Criciúma de 2007 a 2015 e como administrador do Hospital São João Batista entre 2016 e 2017.

Com especialização em Administração Hospitalar, Gestão de Saúde, Finanças e Inovação, Nunes se destaca por sua visão estratégica e expertise em gestão hospitalar. Com os notórios resultados, o presidente foi convidado para palestrar em grandes eventos no último ano, inclusive a nível nacional, onde expandiu as técnicas dos cinco pilares que contribuem para o sucesso da instituição.

Na visão do presidente da Unimed Criciúma, “a ANS, o Poder Judiciário, a sinistralidade e a disrupção técnica são desculpas que nós, gestores, usamos quando não conseguimos obter resultados”. Ao seguir os cinco pilares, “é possível alcançar bons resultados em uma operadora de plano de saúde em qualquer lugar do Brasil”, conclui Nunes.

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PORTAL UOL

Empresas pedem a Trump acesso ao mercado de saúde, teles e etanol do Brasil

O setor privado americano apresentou uma lista de pedidos ao governo de Donald Trump , indicando barreiras que enfrentam para conseguir acesso ao mercado brasileiro. O documento, obtido pelo UOL, foi submetido ao Escritório de Comércio da Casa Branca (USTR, sigla em inglês) no dia 11 de março, como parte da avaliação da nova administração americana sobre quais tarifas poderá impor sobre seus principais parceiros comerciais e na formulação de uma nova política comercial.

No dia 2 de abril, Trump quer inaugurar o que ele chama de “reciprocidade”, com taxas sobre países que, supostamente, tratem os produtos americanos de forma injusta. Num processo de consultas com o setor privado americano, o Brasil foi destacado.

Nos próximos dias, os governos de Brasil e EUA vão voltar a se reunir e a esperança do Palácio do Planalto é de que exista um espaço para uma negociação que evite uma guerra comercial.

A Câmara de Comércio dos EUA, no documento, deixou explícito que essa guerra comercial não deve ser o caminho adotado por Trump e que retaliações poderiam minar a economia americana. A entidade, que se apresenta como a maior câmara de comércio do mundo e com 3 milhões de associados, também sugere caminhos para uma negociação para a eliminação de tarifas, e não a imposição de novas barreiras.

Para a entidade, os EUA precisam “de mais acordo de abertura de mercados”. A Câmara destaca que há mais de uma década a economia americana não fecha um acordo de livre comércio. Já a UE teria mais de 70 acordos assinados.

O setor privado ainda rejeita a tese de que tarifas devam ser instrumentos de política industrial e alerta que não será por meio de novas taxas que o déficit comercial será resolvido.

Mas, ainda assim, apresenta uma lista de setores que estariam sofrendo dificuldades para ter acesso ao mercado brasileiro.

De acordo com o setor privado americano, em fevereiro de 2023, a Câmara de Comércio Exterior do Brasil (Camex) restabeleceu uma tarifa de 16% sobre as importações de etanol dos EUA, aumentando-a posteriormente para 18% em 2024.

“Anteriormente, as importações de etanol se beneficiavam de tarifas de 0% sob um programa de cotas tarifárias”, disseram.

“Os EUA impõem uma tarifa de 2,5% sobre o etanol brasileiro, destacando um desequilíbrio que se tornou um irritante comercial significativo na relação bilateral. Além disso, os produtores brasileiros se beneficiam do acesso aos programas dos EUA, como o Renewable Fuels Standard e o Low Carbon Fuel Standard da Califórnia, enquanto o etanol dos EUA não tem acesso ao programa RenovaBio do Brasil”, afirmou.

Recomendação do setor privado americano:

“O Brasil deve reduzir as tarifas de etanol para garantir a reciprocidade e permitir um acesso justo ao mercado para os produtores dos EUA. O desequilíbrio nas tarifas, aliado aos desafios de acesso ao RenovaBio, não apenas coloca os produtores americanos em desvantagem competitiva, mas também afeta a estabilidade dos preços e dificulta a cooperação energética entre as duas maiores nações produtoras de etanol”.

De acordo com a carta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) “enfrenta escassez de mão de obra e atrasos regulatórios que interrompem as cadeias de suprimentos e limitam o acesso a produtos essenciais de saúde”.

“A desatualizada RDC 81/2008 rege a importação de produtos de saúde para o Brasil e gera atrasos e custos adicionais para as empresas americanas, que também enfrentam longos processos de aprovação, pois o Brasil não reconhece as aprovações do FDA dos EUA”, disse.

“Embora a ANVISA alinhe as regulamentações com o Mercosul, as empresas norte-americanas não se beneficiam de aprovações mais rápidas, o que leva a tempos de espera mais longos e a maiores encargos de conformidade em comparação com concorrentes de outros mercados”, diz.

Recomendação:

“Os gargalos regulatórios e a escassez de pessoal na ANVISA representam desafios significativos para as empresas americanas que operam no setor de saúde do Brasil. O Brasil deve aumentar a capacidade da força de trabalho na ANVISA, acelerar as reformas da RDC 81/2008 e estabelecer acordos de reconhecimento mútuo com a FDA dos EUA para superar os obstáculos regulatórios e melhorar o acesso ao mercado para as empresas americanas”.

O setor privado americano explicou ao governo Trump que o Brasil “tem um dos sistemas tributários mais complexos do mundo”.

“Em dezembro de 2023, o governo brasileiro aprovou uma reforma tributária há muito esperada que visa modernizar o sistema tributário por meio da consolidação de impostos nos níveis federal, estadual e municipal”, disse. “Atualmente, em alguns setores, como o de TIC, o Brasil oferece incentivos fiscais para produtos digitais desenvolvidos localmente, enquanto os produtos de telecomunicações importados podem atingir taxas de tributação cumulativas de até 40% em alguns estados”, afirmou. “Embora se espere que a reforma reduza a carga tributária – tornando as exportações dos EUA mais competitivas e simplificando a conformidade para as empresas – a implementação completa não ocorrerá até 2033”, alertou.

Recomendações:

“É imperativo que o período de transição seja gerenciado de forma eficaz para reduzir os encargos administrativos das empresas à medida que a reforma tributária for implementada. A Câmara pede que o Brasil garanta um tratamento justo para as empresas norte-americanas em todos os setores”.

De acordo com a carta, os padrões de propriedade intelectual do Brasil “não se alinham com as melhores práticas globais, deixando de oferecer o mesmo tratamento que as empresas brasileiras recebem de acordo com a legislação dos EUA e excluindo injustamente o setor farmacêutico”.

“O tempo médio de exame de patentes pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) do Brasil para o setor biofarmacêutico é de aproximadamente 9 anos, significativamente mais longo do que a média global de 3 anos”, disse. “A legislação brasileira também carece de Proteção de Dados Regulatórios (RDP) para produtos farmacêuticos, embora ofereça proteções para produtos químicos veterinários e agrícolas”, afirmou.

“Os esforços legislativos para expandir o licenciamento compulsório além dos padrões do TRIPS (Acordo dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio) criam incertezas para os inovadores dos EUA, impedindo o investimento em novos produtos”, disse.

Recomendação:

“As alterações na lei de propriedade intelectual do Brasil são cruciais para reduzir os atrasos nos exames e permitir ajustes proporcionais aos termos da patente em casos de atrasos excessivos não causados pelos requerentes”, disse. “O Brasil também deve implementar mecanismos legais para pesquisas farmacêuticos e alinhar os padrões de propriedade intelectual com as melhores práticas internacionais, garantindo que as regras de licenciamento compulsório sejam compatíveis com as obrigações da OMC”, completou.

A carta ainda destaca como, em 2024, os EUA responderam por aproximadamente 70% de todas as importações de polietileno para o mercado brasileiro, tornando-se o maior fornecedor para o Brasil depois do produtor nacional.

Em outubro de 2024, o Brasil aumentou as tarifas sobre as importações de produtos químicos de 11,5% para 20%. O Brasil também está no meio de uma investigação antidumping dos produtos dos EUA e da Canadá, que, se for bem-sucedida, imporá tarifas adicionais de 21,4%, elevando o total para 41,4%.

Recomendações:

“As políticas tarifárias protecionistas implementadas pelo Brasil não apenas prejudicariam os exportadores de produtos químicos dos EUA, mas também levariam a preços mais altos para os consumidores domésticos”, disse. “O Brasil deve avaliar cuidadosamente as necessidades do setor doméstico para determinar se as medidas antidumping são necessárias e dialogar com os EUA para encontrar uma solução mutuamente benéfica que evite a imposição de tarifas”, disse.

Um último ponto destacado pelo poderoso instituto se refere ao fato de o Brasil impor “inúmeras exigências regulatórias onerosas às empresas que operam no setor de telecomunicações”. “A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não aceita dados de teste gerados fora do Brasil, exceto em casos limitados em que o equipamento é fisicamente muito grande ou caro para ser transportado. Isso exige que quase todos os testes de equipamentos de TI/telecomunicação – incluindo telefones celulares e cabos ópticos – sejam realizados no Brasil, o que gera aumento de custos e atrasos”, disse.

Recomendações:

“Essas barreiras regulatórias criam obstáculos desnecessários à entrada no mercado, atrasam o tempo de colocação no mercado dos produtos dos EUA e aumentam os custos para as empresas que exportam para o Brasil. As exigências do Brasil devem estar alinhadas com seus compromissos na OMC, incluindo o Acordo de Barreiras Técnicas ao Comércio (TBT) da OMC, Artigo 2, Seção 2.2, que exige que as regulamentações técnicas não criem obstáculos desnecessários ao comércio internacional”.

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CORREIO WEB

Polícia prende proprietários de clínica estética de luxo em Goiânia

Estabelecimento fazia procedimentos com o uso de substâncias proibidas, como óleo de silicone e polimetilmetacrilato (PMMA)

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu, nesta quarta-feira (12/3), Karine Giselle Gouveia Silva e Paulo César Dias Gonçalves. Os dois são proprietários de uma clínica estética de luxo localizada em Goiânia . Segundo a polícia, procedimentos estéticos de alto risco eram realizados de forma irregular na clínica Karine Gouveia Estética .

O casal já tinha sido preso em dezembro do ano passado, mas foi solto após uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Desde o ano passado, clientes da clínica apresentaram denúncias de deformações e outros problemas estéticos e de saúde após os procedimentos.

A investigação iniciada em fevereiro de 2024 mostrou que o estabelecimento realizava procedimentos estéticos e cirúrgicos, como rinoplastias, lipoaspirações, aplicações de botox e preenchimentos faciais, sem a devida autorização e com o uso de substâncias proibidas, como óleo de silicone e polimetilmetacrilato, conhecido como PMMA .

Segundo as autoridades policiais, essas substâncias, quando injetadas no corpo, podem causar deformidades permanentes, necroses , infecções graves e outras complicações de saúde.

A decisão foi tomada em razão das graves acusações de formação de organização criminosa, falsificação de produtos terapêuticos, lesões corporais gravíssimas, exercício ilegal da medicina, estelionato e outros crimes relacionados à prática de procedimentos estéticos e cirúrgicos sem a devida qualificação técnica e autorização legal , informou a Polícia Civil de Goiás nesta quarta-feira (12/3).

Os policiais destacaram que os investigados agiam de forma organizada e hierárquica, com a utilização de estratégias de marketing agressivas e a participação de profissionais sem a qualificação necessária para realizar os procedimentos oferecidos .

Além disso, foi constatado que a clínica comercializava medicamentos manipulados de forma irregular, incluindo substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que pode configurar tráfico de medicamentos.

No final do ano passado, o advogado de Karine e Paulo, Romero Ferraz Filho, afirmou ao g1 que a prisão temporária era ilegal .

O Correio fez contato com a defesa do casal para comentar sobre a nova prisão, mas até a publicação desta matéria o jornal não obteve retorno. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

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A REDAÇÃO

UFG impulsiona pesquisa em terapia celular para saúde dos olhos em Goiânia

https://www.aredacao.com.br/noticias/228403/ufg-impulsiona-pesquisa-em-terapia-celular-para-saude-dos-olhos-em-goiania

Projeto receberá R$ 11 milhões em investimento

A Universidade Federal de Goiás (UFG) vai impulsionar as pesquisas envolvendo terapia celular com foco na saúde dos olhos. O Projeto Cell4Vision foi selecionado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e receberá quase R$ 11 milhões para investir nas pesquisas, que serão realizadas pelo Laboratório de Toxicologia In Vitro (Tox In), localizado no Parque Tecnológico Samambaia (PTS), em Goiânia, em parceria com o Laboratório de Nanotecnologia Farmacêutica (Farmatec) e o Centro de Referência em Oftalmologia (Cerof).
 
A iniciativa pretende desenvolver tratamento regenerativo de doenças oftalmológicas de impacto em saúde pública, como enfermidades da córnea e da retina, a partir de uma plataforma biológica baseada em terapias avançadas. Os pesquisadores pretendem desenvolver alternativas ainda mais efetivas para explorar os efeitos de substâncias sobre células e tecidos saudáveis – uma das frentes de atuação do laboratório. O principal ganho será a possibilidade de estudar doenças oculares genéticas a partir da configuração biológica do organismo de cada paciente.
 
A professora da Faculdade de Farmácia (FF) da UFG e coordenadora do Tox In, Marize Valadares, ressalta a trajetória da pesquisa: “Estudaremos novas terapias celulares para o tratamento de ocorrências envolvendo danos químicos ou gerais induzidos na córnea e na retina, e isso nos posiciona na condição de incorporar novas técnicas que depois estarão à disposição da comunidade”.
 
Novos equipamentos
Serão investidos cerca de R$ 6 milhões na aquisição de novas tecnologias e equipamentos para ampliar a infraestrutura do laboratório. O projeto prevê, por exemplo, a compra de uma bioimpressora de alta capacidade que permita obter tecidos biológicos artificiais – especialmente córneas – e criar medicamentos.
 
Outra importante adição ao Tox In deverá ser um dispositivo de reprogramação celular, tecnologia capaz de fazer células maduras regredirem ao estágio de células embrionárias chamadas pluripotentes induzidas (iPSCs, na sigla em inglês). Tratam-se de maquinários disponíveis em poucas instituições de ciência e tecnologia (ICTs) brasileiras.
 
O recurso ainda custeará bolsas científicas, além de financiar a expansão do banco de células do laboratório com as células chamadas xeno-free (livres de componentes animais e produzidas a partir de meios quimicamente definidos). Esse material permitirá avançar ainda mais nos estudos clínicos e obter resultados melhores na investigação dos problemas de saúde dos olhos.
 
Marize Valadares lembra que o aporte financeiro tem uma finalidade específica, mas que o laboratório e o Centro de Pesquisas Laboratórios Integrados de Inovação em Ciências Farmacêuticas (Life), do qual o Tox In faz parte, terão seu trabalho beneficiado de maneira geral.
 
Toda essa jornada deverá durar três anos, período no qual a Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) – também sediada no PTS – ficará responsável pela gestão financeira e administrativa dos recursos. A diretora do Cerof, Katiane Martins, afirma que “é assim que se consolida uma universidade pública, por meio do investimento no ensino, em ações de extensão de qualidade e de pesquisas inovadoras”.

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PORTAL G1

Médico morre após carro bater contra árvore e pegar fogo

Alberto Dalmacio Villalba de Faria, de 34 anos, trabalhava como médico legista na Polícia Científica de Goiás. Segundo os bombeiros, o corpo da vítima foi encontrado carbonizado dentro do veículo.

Carro pega fogo após motorista colidir contra árvore, na BR-060

O médico Alberto Dalmacio Villalba de Faria, de 34 anos, faleceu em um acidente na BR-060, no km 83, no trecho que liga Anápolis a Brasília. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a vítima perdeu o controle da direção, saiu da pista e colidiu contra uma árvore às margens da rodovia. Após o impacto, o veículo pegou fogo.

O acidente ocorreu na noite de terça-feira (11). De acordo com o Corpo de Bombeiros, quando chegaram ao local, o carro elétrico, Volvo XC40, estava em chamas, já em estado avançado. O corpo do médico foi encontrado carbonizado no banco do passageiro.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Anápolis e equipes da Triunfo Concebra também prestaram apoio na ocorrência. Os bombeiros aguardaram o Instituto Médico Legal (IML) chegar ao local para retirar as ferragens da vítima.

Em nota, a Polícia Científica de Goiás lamentou a morte de Alberto, que trabalhava como médico legista na Regional de Anápolis (10ª CRPTC), e pontuou que ele deixou um legado de dedicação à segurança pública. A corporação escreveu ainda que o servidor era “reconhecido e admirado por colegas e amigos” (veja a nota completa ao final do texto).

As causas do acidente serão apuradas pela Polícia Rodoviária Federal e pela Polícia Científica.

Nota de pesar da Polícia Científica de Goiás

É com profundo pesar que a Superintendência de Polícia Científica (SPTC) comunica o falecimento de Alberto Dalmacio Villalba de Faria, aos 34 anos. Médico Legista lotado na Regional de Anápolis (10ª CRPTC/Anápolis), dedicou-se com excelência e compromisso à sua função, sendo reconhecido e admirado por colegas e amigos. Filho da delegada aposentada da PCGO, Dra. Ana Maria Villalba Faria, e do Coronel da Reserva da PMGO, Alberto Lacerda de Faria, deixa um legado de dedicação à segurança pública.

Informações sobre o local, data e horário do velório e sepultamento ainda serão definidas e comunicadas oportunamente.

Neste momento de dor, a Polícia Científica de Goiás se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho, prestando homenagens a um servidor tão estimado por todos.

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CBN GOIÂNIA

Maternidades de Goiânia enfrentam atraso no pagamento de salários e benefícios

A Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas, responsável pela gestão das maternidades de Goiânia, não recebeu os valores para pagamento dos salários de fevereiro e do complemento do piso de enfermagem referente ao mês de janeiro de 2025. O problema nas maternidades acontece desde a metade do ano passado quando atendimentos eletivos foram suspensos. O diretor do Sindsaúde e conselheiro local da maternidade Nascer Cidadão, Alonso Julião, afirma que o vale alimentação também não foi pago aos funcionários das maternidades Nascer Cidadão, Célia Câmara e Dona Íris. 

Segundo Alonso Julião, se a situação não for resolvida as maternidades devem voltar a atender somente emergência por falta de pagamento aos fornecedores. Ele afirma que até mesmo itens básicos de higiene pessoal, como papel higiênico, estão em falta. 

A assessoria da fundach afirmou que devido à situação financeira da Prefeitura de Goiânia deixada pela gestão anterior, o recurso para pagamento da folha de colaboradores vinculados à Fundahc está sendo proveniente do MAC (incrementos do teto de Média e Alta Complexidade fornecido pelo Governo Federal).

O mesmo acontece com o complemento mensal do piso da enfermagem. O valor é repassado pela União à Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) e então, para a Fundahc.

Segundo a nota, até o momento, a Fundahc não recebeu os valores para pagamento dos salários de fevereiro e do complemento do piso referente ao mês de janeiro de 2025.

A assessoria da secretaria municipal de saúde, informou que o repasse aos prestadores e conveniados é realizado quando a prefeitura recebe os recursos do Ministério da Saúde e a previsão da SMS é de que o pagamento seja realizado até a produção sexta-feira.  A pasta atua junto à Fundahc para renegociação das dívidas deixadas pela gestão anterior e restabelecimento dos serviços nas maternidades.

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Assessoria de Comunicação