ESCALA 6X1: Sindhoesg alerta que particularidades da saúde exigem atenção

15 de outubro de 2026

A aprovação da proposta que prevê o fim da escala 6×1, na noite desta quarta-feira (14), exige atenção às particularidades da área da saúde. Para o presidente do Sindhoesg, Gustavo Clemente, a adoção das novas regras deve considerar a realidade dos estabelecimentos que prestam atendimento ininterrupto à população.

Segundo ele, se a mudança for sancionada, hospitais, clínicas, laboratórios e demais unidades com atividades contínuas precisarão reorganizar turnos, redimensionar equipes e avaliar contratações. Essa adequação envolve custos adicionais e encontra obstáculos nas dificuldades financeiras vivenciadas pelo setor diante da defasagem dos valores pagos pelos compradores de serviços e na disponibilidade de profissionais qualificados para preencher as vagas necessárias.

O presidente alerta que também será necessária muita clareza sobre a manutenção de regimes consolidados, como o 12×36, e garantir segurança jurídica durante a transição. “Os empregadores precisam de previsibilidade para planejar as mudanças sem comprometer a assistência”, diz.

A redução da jornada deve ser acompanhada de medidas que tornem sua aplicação viável nos serviços essenciais. Prazos compatíveis com essa reorganização e respeito à negociação coletiva são indispensáveis para construir alternativas entre empresas e trabalhadores.

O Sindhoesg defende o diálogo na definição de soluções que conciliem melhores relações de trabalho, sustentabilidade das instituições e qualidade do cuidado. O sindicato acompanhará os desdobramentos da proposta e a definição das normas aplicáveis ao segmento para orientar seus associados.