Sindicato convidou auditores do trabalho para esclarecer pontos da NR-01
Fiscalizações trabalhistas costumam gerar diversas dúvidas. Pensando nisso, o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg) promoveu o Encontro Estratégico com a Fiscalização do Trabalho, com o primeiro evento de um ciclo de palestras, na tarde da quinta-feira (19 de março).
A chefe da Seção de Fiscalização do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás (SRTE/GO), Jacqueline Carrijo, foi a convidada para apresentar o atual cenário de fiscalizações e solucionar as dúvidas dos gestores e tomadores de decisão dos estabelecimentos associados.
Com a entrada em vigor da NR-01, que descreve as diretrizes do gerenciamento dos diferentes tipos de risco do trabalho, um dos destaques envolve os cuidados psicossociais com as equipes.
Porém, não apenas isso, como destacou a especialista. O mundo digital também é uma área de questionamentos. Por exemplo, FGTS digital e domicílio eletrônico, além dos recentes impactos da Reforma Trabalhista.
“Também nos perguntam como é definido o CNPJ para ser auditado. É uma denúncia? Ou existe um planejamento estratégico? De onde vem a evidência que provoca a atuação do estado fiscalizador?”, citou ela, mostrando que há protocolos para a atuação em mais de 200 municípios goianos.
“Nossa responsabilidade é muito grande, mas contamos com a colaboração dos gestores, no sentido de reduzir os riscos ocupacionais e também os problemas trabalhistas. Afinal, um problema não é só do empregador, mas também do trabalhador”, afirmou.
Riscos psicossociais
Também participou da palestra Jaqueline Félix, chefe do Setor de Fiscalização de Segurança e Saúde no Trabalho, que apresentou o cenário crítico da saúde mental dos trabalhadores brasileiros.
Em 2022, em todo o mundo, foram perdidos 12 bilhões de dias de trabalho em razão da depressão e da ansiedade, segundo o Guia de Informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho (SIT). São quase um trilhão de dólares de prejuízos à economia global.
Em meio a isso, os profissionais da saúde estão entre os grupos com maiores taxas de sofrimento psíquico.
O primeiro passo para lidar com a situação, segundo as auditoras, é identificar os problemas. Em seguida, refletir sobre eles e encontrar soluções focadas na organização, não apenas em cada indivíduo.
“Criem programas para mitigar os riscos. Porque um acidente de trabalho custa muito mais do que a prevenção”, aconselhou Jaqueline Félix, incentivando também o compartilhamento de ideias.
Ciclo de aprendizado
A palestra foi a primeira de um ciclo de quatro encontros programados pelo Sindhoesg, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ao longo do ano de 2026.
O presidente do Sindicato explicou o motivo da escolha do tema de fiscalização do trabalho. “Desde que saiu a NR-01, todos buscam aplicá-la, mas a preocupação do Sindhoesg é que os hospitais e clínicas não contratem qualquer empresa para a implementação das diretrizes. Por isso, buscamos as informações na fonte, no Ministério do Trabalho e Emprego”, esclareceu Gustavo Clemente.
Quer participar dos próximos encontros? Siga as redes sociais do Sindhoesg para acompanhar o cronograma e se inscrever.


























