Sindhoesg recebe Comciss para orientar associados sobre novas regras para avaliação da segurança do paciente

17 de agosto de 2026

Representantes de instituições de saúde associadas ao Sindhoesg participaram, no dia 13 de agosto, de uma reunião sobre mudanças e procedimentos para a Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente (ANPSP). O encontro, realizado na sede do Sindicato, contou com a participação da representante da Comissão Municipal de Segurança do Paciente e Controle de Infecção em Serviço de Saúde de Goiânia (COMCISS), Zilah Cândida Pereira das Neves.

 

Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e especialista em Controle de Infecção Hospitalar, Vigilância Sanitária e Epidemiológica, Zilah explicou que hospitais com UTI e serviços de diálise precisam estar atentos a uma mudança importante na avaliação: a partir de agora, o cadastro da instituição no portal GOV passa a ser obrigatório para a participação na avaliação nacional.

 

“Sem o cadastro, eles não conseguem fazer a Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente”, alertou. Segundo ela, a COMCISS já encaminhou orientações às instituições e solicitou a reunião com o Sindhoesg para ampliar a divulgação da nova exigência e esclarecer dúvidas.

 

A participação merece atenção especial porque hospitais com UTI e serviços de diálise que não realizarem a avaliação serão classificados automaticamente como de baixa conformidade. “Há prazo para fazer o cadastro. Por isso, estamos reforçando essa orientação junto aos serviços de saúde”, explicou Zilah.

 

O encontro também abordou a Autoavaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente 2026, que, pela primeira vez, está aberta aos hospitais sem UTI. Nesse caso, não é necessário o cadastro no GOV. As instituições receberão acesso específico para participar da iniciativa.

 

“Vai ser a primeira vez que os hospitais sem UTI vão participar e é importante a participação de todos”, destacou a coordenadora, ressaltando que as avaliações são fundamentadas em normas como a RDC nº 36/2013, voltada à segurança do paciente, e a RDC nº 63/2011, que estabelece requisitos de boas práticas para os serviços de saúde, além da Política Nacional de Segurança do Paciente.

 

Para Zilah, a adesão das instituições permite avaliar as práticas adotadas, identificar pontos que precisam avançar e orientar medidas voltadas à assistência. “A finalidade é realmente melhorar a segurança do paciente e de todo o serviço de saúde”, afirmou, ressaltando que o prazo final para a participação em ambas as avaliações termina em 22 de setembro.

 

Para conferir os documentos com orientações sobre as avaliações apresentados na reunião, acesse o site do Sindhoesg (www.sindhoesg.org.br) e clique em Saúde e Segurança.